Elo Primitivo

quarta-feira, setembro 07, 2005

Sobre o jabuti:

“Prêmios literários são coisas de patotas de editora”. Disse um célebre professor, escritor nunca premiado, apesar de ter milhares de exemplares vendidos e alguns de seus livros virado filme no cinema. Bem, esse cara conseguiu colocar a pulga atrás da minha orelha. Mas, como no Direito eu ouvia frases assim e quem acabava passando nos concursos era quem se matava de estudar, aprendi a desconfiar. A dúvida despertou interesse, desde então leio praticamente todos os indicados ao Jabuti. A conclusão que cheguei? Valeu professor! Obrigadão pelo estímulo!!! Se tem marmelada eu quero me lambuzar porque os livros desse ano são simplesmente ma-ra-vi-lho-sos! Ainda não li todos, estão na mesa de cabeceira _ uma amiga já me disse que isso faz um mal danado segundo o feng shui _ e eu devorando cada palavra de cada página de cada livro.

Dos infantis, Muito Capeta já figura na lista dos meus favoritos, assim como o da galerinha aqui de casa. “Moda - Uma História para Crianças” é um livro informativo com excelente trabalho de pesquisa, um passeio pelo universo da moda. Tudo bem, não é muito a minha praia, mas reconheço a qualidade. “Pé de Sapo e Sapato de Pato”, de Bartolomeu Campos de Queirós é um dos que não consegui comprar, por mais incrível que isso possa parecer.

Em Contos e Crônicas tenho que tirar o chapéu, ajoelhar e rezar para os senhores jurados que me apresentaram três obras primas já lidas e grifadas: “Urgente É a Vida”, de Alcione Araújo; “Histórias Mirabolantes de Amores Clandestinos”, de Edgard Telles Ribeiro e, especialmente, “Arquitetura do Arco-Íris”, de Cíntia Moscovich. Falta ainda Paraísos Artificiais e Típicos Tipos, mas vou com calma, overdose mata!

Em Romance já tinha sido apresentada a Cristóvão Tezza pela Flip e degustado cada imagem escrita de “O Fotógrafo”. Vozes do Deserto, de Nélida Piñon... bom, ainda não foi o meu momento com esse livro, guardei na estante, um dia volto a ele. "Lorde" está na cabeceira, já já chega a sua vez.

Na categoria Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil tenho tentado comprar o Nau Catarineta, de Roger Mello, tanto na net quanto nas livrarias, em vão. Um dia consigo. Mas “O Senhor do Bom Nome”, de Sérgio Sister é espetacular e chega num momento sintonia, quando acabei de fazer estudo para um ensaio fotográfico sobre o alfabeto hebraico _ que é poesia pura.

Bom, volto as minhas leituras necessárias da monografia, Jabuti só mais tarde, como sobremesa...

2 Comments:

  • É sempre possível que algum grande escritor jamais tenha sido premiado injustamente; o fato de um livro premiado ser bom não significa que outro melhor não tenha sido preterido.
    É como na Academia Brasileira de Letras, escritores com Carlos Drummond jamais foram convidados.

    By Blogger Manoel Carlos, at quarta-feira, setembro 07, 2005 6:03:00 PM  

  • Oi, Sabine! Já tive o prazer de ler alguns desses livros, como o "Nau Catarineta", "O olho de vidro do meu avô", "Paraísos artíficiais"(uma parte), "Muito capeta", "Moda" e outros, na época em que foram lançados.Li,também, obras tão boas quanto essas e que sequer foram indicadas... Não sei como esses concursos funcionam, mas acho-os bastante positivos. Gosto é algo muito pessoal e nem todos podem ser premiados. Vou procurar os livros que não conheço para dar uma olhada, pois costumam valer a pena. Obrigada pelas dicas! Adoro recebê-las. Beijos!

    By Anonymous Christiane, at quarta-feira, setembro 07, 2005 7:03:00 PM  

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